|
||
Página inicial
Notícias
Boletins Lista Suja O Pacto SignatáriosAssineRastreabilidadeMonitoramento
Código de Conduta
Notas Públicas
Clipping
Documentos
Contato
Inscreva-se e receba por e-mail as notícias do Pacto
Apoio: ![]() |
22/09/2008 Relatório rastreia cinco culturas que geram energiaCentro de Monitoramento de Agrocombustíveis (CMA) da Repórter Brasil avalia projetos de dendê, algodão, pinhão-manso, milho e babaçu. Desmatamento, contaminação e ameaça à soberania alimentar fazem parte dos impactos Por Repórter Brasil Desmatamento na Amazônia e no Cerrado, contaminação por agrotóxicos, ameaça à soberania alimentar de pequenos agricultores e concentração da renda e da terra são alguns dos impactos da expansão de cultivos que podem ser utilizados como fonte de energia no país. O Centro de Monitoramento de Agrocombustíveis (CMA) da Repórter Brasil lança, nesta segunda-feira (22), o relatório "O Brasil dos Agrocombustíveis - Palmáceas, Algodão, Milho e Pinhão-Manso - 2008" (em pdf), que examina os projetos dessas culturas já em funcionamento ou em fase de instalação.Para a realização deste trabalho, quatro pesquisadores da organização não-governamental (ONG) Repórter Brasil percorreram 11 Estados brasileiros - Mato Grosso, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Bahia, Pará, Amazonas, Maranhão e Tocantins - e um total de 25 mil km. Este é o segundo estudo lançado pelo CMA: em abril deste ano, os impactos da soja e da mamona foram analisados. Contexto Já a participação da agricultura familiar no PNPB também se mostra bem menor do que as projeções iniciais das autoridades. No início do projeto, previa-se que 200 mil famílias participariam da produção de agrocombustíveis no Brasil. Hoje, apenas 36,7 mil famílias fazem parte da cadeia do biodiesel. Dendê A expansão do dendê depende especialmente de um projeto de lei que permite a utilização do cultivo na recuperação de reservas legais na Amazônia. Defendida pelos ruralistas e vista com simpatia pelo governo federal, a proposta que tramita no Congresso Nacional não têm apoio de ambientalistas. A modificação no Código Florestal (que exige a preservação de 80% das propriedades na região) desvirtua, segundo eles, a função de proteção da biodiversidade da reserva legal e pode incentivar o desmatamento de áreas intermediárias às terras degradadas, já que a produção da palma de dendê adota o modelo da monocultura. A adoção do monocultivo também é considerada uma ameaça à biodiversidade da Amazônia, às práticas agroflorestais e à subsistência das comunidades tradicionais. Na Bahia, onde o dendê é praticamente nativo e mantido por famílias, o levantamento verifica os benefícios da cultura para os pequenos agricultores em termos de geração de emprego e renda. Algodão Entre os impactos verificados estão o desmatamento do Cerrado, a contaminação ambiental decorrente do uso massivo de agrotóxicos e a ocorrência de trabalho escravo. No Mato Grosso, há problemas em pelo menos três áreas de avanço da cotonicultura: "Sapezal/Campos de Júlio", "Nascentes do Juruena" e "Terra do Papagaio". No Oeste baiano, São Desidério (BA) é o município com maior área plantada de algodão no país (132,4 mil hectares), e Barreiras mantém o quarto posto, com 48,9 mil hectares. As preocupações no Cerrado baiano se concentram nas bacias dos rios Corrente e Grande, em função do uso irregular dos recursos hídricos, da contaminação por agroquímicos, da grilagem de terras e da concentração fundiária. Em relação às contaminações por agrotóxicos, teme-se por possíveis conseqüências ao Pantanal, pois 60% das plantações brasileiras de algodão estão no Centro-Oeste. Quanto ao trabalho escravo, nove fazendas de algodão entraram para a "lista suja" desde a criação da mesma, em 2003. Atualmente, cinco continuam no cadastro de infratores, entre elas duas no Mato Grosso (fazendas Brasília, em Alto Graças, e Maringá, em Novo São Joaquim), duas na Bahia (fazendas Guará do Meio, em Correntina, e Correntina, em Jaborandi) e uma no Piauí (fazenda Perímetro Irrigado da Gurguéia, em Alvorada do Gurguéia). No total, 431 trabalhadores foram libertados da condição de escravidão nas áreas algodoeiras. Pinhão-manso Objeto de alguns investimentos estrangeiros - a empresa espanhola CIE Automotive apóia empreendimentos, por exemplo, em Minas Gerais e Mato Grosso - o pinhão-manso não tem empolgado muito os assentados integrados com a Biotins, no Tocantins. A baixa produtividade desestimula e até pressiona a segurança alimentar dos pequenos agricultores, que se endividaram para instalar a cultura e para firmar acordo com a empresa. No Rio Grande do Sul, o cultivo de pinhão-manso recebe investimentos do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), como fonte alternativa de energia. Características favoráveis como a perenidade e a boa adaptação à região contrastam com o déficit de informações sobre o processo de produção. Por enquanto, a cautela reina entre os pequenos produtores que estão experimentando o cultivo. Milho Babaçu Clique aqui e confira o site do Centro de Monitoramento de Agrocombustíveis |
|
| expediente | contato | ||