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27/08/2008 Projeto de lei visa a combater o trabalho escravo na ArgentinaO governo do país vizinho apresentou uma proposta para combater a exploração de trabalhadores que ocorre em oficinas clandestinas de roupas e calçados. Por aqui, temos problema semelhante nas oficinas de costura do Centro de São Paulo Por Repórter Brasil Trabalho escravo é um problema global. De acordo com dados da Organização Internacional do Trabalho, há mais de 12 milhões de pessoas impedidas de deixar seus empregos no mundo e tratadas de forma degradante. Na vizinha Argentina, apesar de haver ocorrências desse crime também em regiões rurais, a discussão hoje gira em torno de problemas encontrados em oficinas têxteis e de calçados que exploram trabalhadores de forma ilegal. O mesmo padrão de roubo de força de trabalho praticada sobre imigrantes sul-americanos, principalmente bolivianos, na região central da cidade de São Paulo. Abaixo, estão reproduzidos trechos de uma entrevista com Carlos Tomada, ministro do Trabalho da Argentina, publicado no dia 24 pelo jornal Página 12 e traduzido pela Repórter Brasil: "Há que se acabar com o trabalho escravo" Por trás do véu do desemprego, que cobria tudo, se acumularam ao longo dos anos problemas dos mais variados no mundo do trabalho. À medida em que o desemprego vai baixando, começam a ser visíveis. Um dos mais visíveis é o trabalho escravo, concentrado nas indústrias têxteis e de calçados. As imagens mais comuns são as das oficinas clandestinas, onde pessoas apinhadas trabalham quase sem descanso por "salários" miseráveis. O Ministro do Trabalho apresentou esta semana uma lei para combatê-lo. Foi recebida com entusiasmo por empresários e sindicalistas que dizem querer erradicar essas práticas nefastas, mas também foi muito criticada por organizações que representam as vítimas da exploração, como La Alameda. Em que consiste o projeto de lei de trabalho a domicílio? Qual a responsabilidade das grandes marcas de roupa e sapato que utilizam a produção destas oficinas clandestinas? Mas nesse caso as marcas não se eximem da responsabilidade do que possa acontecer nessas empresas? Há quem diga que o que acontecerá com esta lei é que os donos das oficinas não poderão se transformar em empresas, por conta de sua informalidade, e que então as marcas se desvincularão do que ocorre nas oficinas. Existe alguma estimativa de quantos trabalhadores de encontram nestas condições? |
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