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30/07/2010 Empresas reconhecem risco da exposição ao trabalho escravoDas empresas listadas na BM&FBovespa que responderam à pesquisa, 83% têm consciência do risco à imagem, reputação e atração de novos investimentos ocasionado pela presença de trabalho escravo na cadeia produtiva Por Rodrigo Rocha Dados do relatório "Engajamento para Erradicação do Trabalho Escravo no Brasil" confirmaram que grande parte das empresas com ações negociadas na Bolsa de Valores reconhecem os riscos do envolvimento em casos de trabalho escravo, mas mostraram também a existência de lacunas quando se trata de ações mais práticas no sentido da erradicação do crime. Apesar do número absoluto de empresas representar somente 17% das presentes na Bolsa, elas reuniam na data de realização do questionário (setembro de 2009) 52% do valor ativo negociável na BM&FBovespa. O relativo baixo volume de respostas, relativizam os promotores da pesquisa, pode estar relacionado ao fato de que o tema é "uma demanda nova para as empresas, ainda que vinda de um grupo representativo de administradores de recursos de terceiros e relevantes agentes do mercado financeiro." Ainda que as empresas declarem ter consciência de que a presença de trabalho escravo em seus fornecedores ou clientes traz riscos aos seus negócios, não há ao mesmo tempo um "engajamento ativo significativo" por parte das mesmas. Cerca de 24%, por exemplo, não promovem nenhuma ação prática para engajar os parceiros comerciais em prol de práticas trabalhistas legais. |
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