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20/04/2009 Formação sobre trabalho escravo foca membros do JudiciárioSérie de oficinas sobre a "Efetividade da jurisdição na prevenção da ocorrência de trabalho escravo" tem objetivo de sensibilizar desembargadores, juízes e procuradores. Conteúdo privilegia visão sistêmica da escravidão Por Repórter Brasil Em cumprimento a uma das metas do 2º Plano Nacional Pela Erradicação do Trabalho Escravo, a Secretaria Especial de Direitos Humanos (SEDH), em parceria com as escolas de Magistratura do Trabalho, demonstra esforço no sentido de aprofundar o entendimento do tema junto aos membros do Poder Judiciário. A oficina intitulada "Efetividade da Jurisdição na prevenção da ocorrência de trabalho escravo", que tebe início em março no Pará, deve percorrer todos os Tribunais Regionais do Trabalho (TRTs) do país, além do próprio Tribunal Superior do Trabalho (TST). De acordo com Marcus Barberino - que compõem o grupo de seis juízes do Trabalho escolhidos pelo ministro Paulo Vannuchi para coordenar as oficinas -, a iniciativa busca mostrar como a prática da escravidão está conectada com o funcionamento do mercado de trabalho em geral e, portanto, tem repercussão na aplicação do direito do trabalho e da lei. "O importante é tratar o tema de um modo sistêmico, porque os juizes já julgam o crime de trabalho escravo, só que de forma fragmentada", explica o magistrado que está à frente das oficinas, que atendem ao público de desembargadores, juízes, procuradores e analistas. A questão socioeconômica do crime de redução de pessoas a condições análogas à de escravos é abordada pelos palestrantes no segundo momento. Informações genéricas de como se forma a rede de migração dos trabalhadores, dados de onde os trabalhadores são aliciados e como os empregadores conseguem manter as vítimas em suas propriedades (mesmo sem receber salários) são passadas aos integrantes do Judiciário. O próximo curso será em Campinas (SP), com data prevista para o dia 15 de maio. A estimativa é de que pelo menos 60 membros do Judiciário estejam presentes. "Vamos segmentar dentro do Judiciário Trabalhista uma gama de informações importantes que envolvem aspectos socioeconômicos, políticos e jurisdicionais de aplicação da lei", planeja Marcus Barberino. Notícias relacionadas: |
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