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13/02/2009 Mundo desperta para o tráfico de pessoas, constata ONUA sociedade e os meios de comunicação estão se dando conta de que as pessoas exploram as outras por dinheiro. Em 2003, um terço dos países tinham leis contra o tráfico de pessoas; em 2008, 80% das nações dispõem de normas Por Repórter Brasil Depois de um longo período de desinteresse e indiferença, o mundo está tomando consciência da realidade das formas de escravidão contemporânea. A sociedade e os meios de comunicação estão se dando conta de que seres humanos exploram outros seres humanos por dinheiro. "O termo tráfico de pessoas", adverte Antonio Maria Costa, diretor-executivo da UNODC, "pode ser mal interpretado, pois dá ênfase nos aspectos transacionais de um crime que pode ser descrito com mais precisão como escravidão. Exploração de pessoas, dia após dia. ano após ano". Primeiro, dobrou o número de países que adotaram medidas para aplicar o Protocolo da ONU Contra o Tráfico de Pessoas nos últimos anos. Em 2003, apenas um terço dos países pesquisados tinham aprovado leis contra o tráfico de pessoas; no final de 2008, 80% das nações já o fizeram. Mesmo assim, são muitos os países - em especial na África - que ainda carecem de instrumentos jurídicos para o enfrentamento do problema. Segundo, ainda que o número sentenças condenatórias contra o tráfico de pessoas tenha aumentado, não houve um crescimento proporcional da consciência acerca do problema. A maior parte das condenações se deu em poucos países, que pelo menos estão fazendo algo a respeito. Em dois de cada cinco países pesquisados, não foi registrada nenhuma condenação desse tipo. Quarto, o número de mulheres envolvidas no tráfico de seres humanos, não só como vítimas, mas também como traficantes é desproporcional. As mulheres que aliciam outras desempenham um papel mais destacado na escravidão contemporânea que em quase todas as outras formas de delinquência. Quinto, a maioria dos delitos de tráfico de personas estão revestidos de um caráter nacional ou regional e são cometidos por pessoas cuja nacionalidade é a mesma que das suas vítimas. Há também casos de longas distâncias, como no caso da Europa, que é o destino de vítimas dos mais variados pontos de origem. Já o público asiático é vítima de tráfico nos mais diferentes países. "Para avaliar o tamanho real do mercado de pessoas é necessário contar |
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