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20/01/2010 G1 Clipping: Pela 1ª vez, Sudeste encabeça ranking de libertações de escravosA Região Sudeste lidera a lista de trabalhadores resgatados em condições semelhantes à escravidão, segundo dados do Ministério do Trabalho obtidos com exclusividade pelo G1. O levantamento, concluído no dia 18 deste mês, mostra o número de trabalhadores resgatados em vários estados do país.Pela primeira vez desde a criação dos grupos móveis de fiscalização do ministério, em 1995, o Sudeste superou todas as outras regiões (incluindo a Norte e a Nordeste, onde tradicionalmente o trabalho escravo é mais combatido) e chegou à marca de 1.068 resgates. É o equivalente a 30% de todas as libertações realizadas em 2009 (3.628). Nos anos anteriores do levantamento, os índices do Sudeste sempre ficavam abaixo dos 10%. No último dia 6, o Ministério do Trabalho divulgou a "Lista Suja" dos empregadores flagrados explorando mão de obra escrava no país. Essa lista é atualizada semestralmente após as empresas e pessoas físicas terem direito a defesa e o processo ser concluído no ministério. O aumento pode ser explicado, em parte, pelo trabalho de aprimoramento dos grupos rurais de fiscalização, das superintendências regionais. Segundo o Ministério do Trabalho, no entanto, o número de libertações é "aleatório" e varia de acordo com a atividade fiscalizada. Por isso, o órgão diz que o importante é avaliar o número de operações realizadas. Neste caso, houve até uma diminuição: de 22 para 16, de 2008 para 2009, na região. Subnotificação Apesar disso, afirma, o aumento também pode ser atribuído a ações em uma região que não é submetida muitas vezes a uma avaliação rigorosa. Para Plassat, um outro fator que faz a região Sudeste ocupar uma posição à frente da Norte é a subnotificação. "O número de libertados na região Norte do país é muito pequeno, foge da normalidade. E isso claramente não é sinal de sumiço do problema", diz. Megaoperação A ação se deu em uma lavoura de cana-de-açúcar. Os trabalhadores não tinham carteira de trabalho assinada. Além disso, as condições de higiene eram precárias. O alojamento fornecido pelo "gato" (termo usado para designar o arregimentador de mão de obra escrava) estava em péssimo estado. Outras operações em usinas de cana foram realizadas no norte do Rio, onde trabalhadores foram localizados em condições degradantes e atuando sem equipamentos de proteção.
O trabalhador é resgatado quando é encontrado em condições aventadas no artigo 149 do Código Penal (trabalho forçado, servidão por dívida, jornada exaustiva ou trabalho degradante). Comentário da Repórter Brasil Os números relativos à Região Sudeste apenas reforçam a importância do combate ao trabalho escravo em todo o país. O balanço deixa claro que não se trata de um problema exclusivo de regiões pobres e isoladas. |
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