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24/11/2009 Expresso MT Clipping: Conflitos por terra em MT crescem 176% em 4 mesesDados parciais divulgados pela Comissão Pastoral da Terra (CPT) indicam que entre janeiro e 15 de novembro foram registrados 36 conflitos no Estado. Em setembro, a CPT informou que no primeiro semestre o número de conflitos em Mato Grosso foi de 13, Já os dados referentes a assassinatos mostram que de janeiro a 15 de novembro 3 pessoas foram mortas. No mesmo período, em 2008, houve 1 assassinato.Os números da comissão revelam que na região Centro-Oeste, Mato Grosso lidera os números da violência em relação aos outros estados. No período pesquisado, em comparação ao mesmo período de 2008, embora o número de conflitos tenha sido menor (37 a 36), os assassinatos passaram de 1 para 3, tentativas de assassinato de 0 para 13; ameaça de morte de 1 para 15; mortes em consequência de 16 para 17 (pessoas feridas em conflito e que morreram depois); pessoas envolvidas de 8.574 para 13.054. Em relação ao item violência contra a posse e ocupação em Mato Grosso, o relatório mostrou que nos 2 períodos analisados, o número de ocorrências passou de 13 para 19; famílias envolvidas de 1.626 para 2.415; famílias expulsas de 0 para 113; despejadas de 150 para 1,2 mil; casas destruídas de 0 para 50; bens destruídos de 0 para 50; e casos de pistolagem de 180 para 223. Em relação ao trabalho escravo, em 2009 houve menos ocorrências, 15 contra 21 em 2008 e menor número de pessoas submetidas a condições análogas à escravidão, 266 em 2009 contra 420 em 2008. No país, o trabalho escravo também apresentou números menores, tanto de ocorrências -222 em 2008, 179 em 2009 -quanto de trabalhadores em situação de escravidão 5.911 em 2008, 5.027 em 2009 - e de libertados, 4.259 em 2008 e 3.335 em 2009. Segundo a comissão, o trabalho escravo está presente em 18 estados da federação, em todos os das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste.
Comentário da Repórter Brasil A coincidência entre o volume de conflitos e o agronegócio não é fruto do acaso. A democratização da terra continua sendo fundamental para combater a injustiça social. |
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