|
||
Página inicial
Notícias
Boletins Lista Suja O Pacto SignatáriosAssineRastreabilidadeMonitoramento
Código de Conduta
Notas Públicas
Clipping
Documentos
Contato
Inscreva-se e receba por e-mail as notícias do Pacto
Apoio: ![]() |
28/06/2009 G1 Clipping: Consumidor precisa saber a origem da carne que compra, pedem ONGsQuando vai comprar uma peça de picanha ou um hambúrguer no supermercado, o consumidor precisa saber de onde veio aquela carne. Essa é a exigência feita por três ONGs ao governo federal, em carta pública enviada na última quarta-feira (24). As organizações pedem que seja criado um sistema de rastreamento da carne e que na etiqueta dos produtos seja indicada a fazenda de origem do gado.O objetivo das ONGs é dar ao consumidor a possibilidade de boicotar propriedades que não respeitem regras ambientais ou trabalhistas. Estudos recentes apontam que a pecuária ocupa a maior parte das áreas desmatadas recentemente na Amazônia, além de ser um dos setores que mais concentra casos de trabalho escravo. A carta é assinada pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor, Vitae Civilis - Instituto para o Desenvolvimento, Meio Ambiente e Paz, e Repórter Brasil. Boicote insuficiente Para as ONGs, a ação das empresas é louvável, mas insuficiente. "Nossa proposta envolve um ator poderosíssimo, que quer atuar contra o desmatamento, que é o consumidor. Uma ferramenta assim irá fazer com que ele tenha instrumento para agir, já que o ato de compra é um ato político. Quando você compra um produto, você está dizendo que concorda com a maneira como ele foi feito", defende Leonardo Sakamoto, coordenador da Repórter Brasil. Na carta, as organizações enfatizam que o rastreamento é uma obrigação do Estado. "O governo federal já dispõe de ferramentas que, quando integradas, seriam capazes de garantir ao consumidor a informação sobre a origem do seu produto, como as informações presentes nas Guias de Trânsito Animal, nos bancos de dados da Receita Federal do Brasil e mesmo em plataformas como o Serviço de Rastreabilidade da Cadeia Produtiva de Bovinos e Bubalinos - Sisbov." Segundo o último cadastro de empregadores que utilizaram mão-de-obra escrava divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), 43% dos flagrantes do crime ocorreram em fazendas de gado, a maioria na Amazônia. O cadastro, publicado semestralmente pelo governo desde 2003, é conhecido como "Lista Suja do Trabalho Escravo" e reúne 196 nomes de fazendeiros e de empresas. De acordo com a Comissão Pastoral da Terra (CPT), a maior parte dos trabalhadores encontrados nessa situação em fazendas de gado faz limpeza e manutenção de pastos, além de instalar cercas.
Comentário da Repórter Brasil O pedido para que a origem da carne vendida nos supermercados seja apresentada no próprio produto desperta para a responsabilidade do consumidor na elevação dos padrões de produção no Brasil. A informação, nesse sentido, é fundamental para que o próprio comprador possa fazer sua escolha de forma consciente. |
|
| expediente | contato | ||