|
||
Página inicial
Notícias
Boletins Lista Suja O Pacto SignatáriosAssineRastreabilidadeMonitoramento
Código de Conduta
Notas Públicas
Clipping
Documentos
Material de Divulgação
Contato
Inscreva-se e receba por e-mail as notícias do Pacto
|
13/04/2010 Site do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra Clipping: MST denuncia trabalho escravo em engenho ocupadoTrabalhadores Sem Terra que ocuparam o Engenho Paca na manhã desta segunda-feira (12/4) encontraram trabalhadores vivendo em condições análogas à escravidão dentro do engenho. Segundo os moradores do Engenho, este faliu a mais de 20 anos e as famílias foram deixadas à sua própria sorte, sem receber qualquer direito trabalhista ou indenização. Pelo contrário. Os moradores, que passaram a plantar inhame para sobreviver, são obrigados a pagar o "arrendo" da terra onde moram e plantam com produção de cana - isso é, toda a cana produzida é entregue diretamente para o dono do Engenho, conhecido no município de Ferreiro, como "o advogado" Carlos Gilberto, sem qualquer pagamento aos trabalhadores. Além disso, eles são obrigados a pagar pelo uso do trator, que também pertence a Carlos Gilberto, e só podem plantar inhame ou outra cultura de sobrevivência, na entressafra da cana. Carlos Gilberto também "contrata" mão-de-obra do município nas mesmas condições: plantam a cana sem receber nada, e ainda têm que pagar pelo "arrendo", se quiserem plantar outra coisa na entressafra. Desde a noite de ontem, após a ocupação, o "advogado" está coagindo os trabalhadores a assinarem um documento atestando que recebem salário e que estão de acordo com as condições de trabalho no Engenho, no sentido de escapar de um processo com o Ministério do Trabalho. Casos de trabalho escravo são comuns em engenhos de Pernambuco. Segundo dados da Comissão Pastoral da Terra (CPT), nos últimos anos Pernambuco destacou-se entre os estados em que mais foram encontrados trabalhadores em situação de escravidão nos canaviais. Só no ano de 2009 foram 369 trabalhadores libertados dos canaviais no estado. O caso recente mais emblemático foi o da Usina Cruangi S/A, onde auditores do Ministério do Trabalho e Emprego libertaram 252 trabalhadores, dentre eles 27 menores, sendo que 06 com menos de 16 anos. Comentário da Repórter Brasil Relatos sobre o descaso para com trabalhadores rurais seguem se repetindo em todas as regiões do país. O envolvimento de organizações da sociedade civil no combate a crimes como o trabalho escravo é essencial. Daí a centralidade de denúncias como a do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) - que mantém ativas mobilizações para um país menos injusto e excludente. |
COMITÊ DE MONITORAMENTO
|
| expediente | contato | ||