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30/03/2010 CapitalNews (MS) Clipping: MPT resgata 25 trabalhadores em fazendas de BonitoOperação conjunta do Ministério Público do Trabalho (MPT), da Polícia Federal (PF) e da Comissão Permanente de Investigação das Condições de Trabalho em Mato Grosso do Sul, resgatou 25 trabalhadores que estavam em condições degradantes em duas fazendas de Bonito (cidade distante 258 quilômetros a sudoeste de Campo Grande).A inspeção foi realizada nas fazendas Pitangueiras e Bodoquena, onde foram constatadas irregularidades como falta de registro na carteira de trabalho, atraso no pagamento dos salários, aplicação de agrotóxicos sem equipamentos de proteção individual, ausência de sanitários e alojamentos em condições precárias. Durante a operação, foram encontrados ainda dois adolescentes, de 14 anos e 17 anos, trabalhando nas propriedades rurais, entre os dias 25 e 27. Os adolescentes foram encaminhados ao Conselho Tutelar. Os responsáveis pelas fazendas firmaram Termos de Ajustamento de Conduta (TACs) para pagar os direitos trabalhistas e a prefeitura cedeu ônibus para transporta-los até a cidade. Segundo o MPT, Os trabalhadores encontrados em situação degradante não eram do Nordeste, como é de se costume encontrar. Eles eram do próprio Estado de Rio Verde do Mato Grosso, São Gabriel do Oeste, Pedro Gomes, Jateí, Glória de Dourados e Campo Grande. O MPT encontrou na fazenda Pitangueiras, os operários dormiam em camas improvisadas e os alojamentos eram as antigas baias de cavalos. Eles relataram que já encontraram dez cobras somente neste ano no local. Eles contaram que foram obrigados a comer abóboras plantadas no meio de uma fossa. A mangueira é usada para lavar louça, roupa e tomar banho. Os trabalhadores estavam há dois meses sem receber salários. Por: Eduado Penedo (www.capitalnews.com.br) Comentário da Repórter Brasil Casos como este deixam evidente que não basta a repressão fiscal para o combate ao trabalho escravo. Sem punição concreta de escravagistas, dificilmente paráticas como essa serão extintas de uma vez por todas. Daí a centralidade da aprovação da PEC 438/2001, que mexe diretamente no bolso do infrator e prevê a expropriação de terras onde houver escravidão, além de destinar a área para a reforma agrária. |
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