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27/03/2007 Sindicatos marcam paralisação contra a emenda 3Ameaça aos direitos trabalhistas faz centrais sindicais agendarem paralisação nacional para 10 de abril; objetivo é pressionar congressistas pela manutenção do veto presidencial à emenda ao projeto de lei da Super Receita Por Iberê Thenório
"Será uma paralisação nacional. Estamos chamando de ‘paralisação de advertência' para mostrar aquilo que poderemos fazer caso o veto seja derrubado.", afirma Carmen Foro, presidente interina da CUT. De acordo com ela, o setor bancário e o de transportes figuram entre aqueles que podem aderir à manifestação marcada para o dia 10. Os sindicalistas também conseguiram a promessa do presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia, de formar um grupo de trabalho para discutir a aprovação do veto. O grupo seria composto por representantes dos partidos políticos, trabalhadores e empresários. Reforma trabalhista Apesar de obter o apoio de 318 deputados quando foi votada na Câmara, a emenda foi vetada pelo presidente Lula. Porém, os parlamentares ainda podem derrubar o veto. Para amenizar o impacto da desaprovação da emenda 3, Lula enviou ao congresso um projeto de lei que diminui o poder dos auditores fiscais da Receita Federal, e não compromete a fiscalização do trabalho. A proposta do presidente não agradou a oposição, que ameaça derrubar o veto. E as centrais sindicais começaram a se mobilizar contra a emenda 3 -preocupadas com os possíveis efeitos negativos da disseminação dos contratos de trabalho em forma de pessoas jurídicas, que não garantem direitos trabalhistas. "A emenda 3 praticamente acaba com a relação formal de trabalho que funciona hoje. É a reforma trabalhista em apenas uma emenda. Direitos que se demorou cem anos para conquistar, a gente perde em uma tacada só.", afirma Paulo Pereira da Silva, deputado federal pelo PDT de São Paulo e presidente da Força Sindical. Para saber mais, leia o Especial sobre a emenda 3 |
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