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04/06/2009 - 17:13 Tocantinenses são resgatados de fazenda de pecuária no ParáVítimas foram encontradas Bom Jesus do Tocantins (PA). Eles viviam em barracos de lona e palha, em terra batida. A comida ficava em tábuas no chão e a água (turva e com forte odor) que bebiam vinha de cacimba improvisada Por Bianca Pyl A Superintendência Regional do Trabalho e Emprego do Pará (SRTE/PA) e o Ministério Público do Trabalho (MPT) resgataram dez pessoas, incluindo uma mulher, de trabalho degradante, um dos componentes da escravidão contemporânea. O flagrante se deu na Fazenda Lua Cheia, pertencente a Pedro Andrade da Silva, localizada em Bom Jesus do Tocantins (PA).Dois dos dez trabalhadores não possuíam registro na Carteira de Trabalho e da Previdência Social (CTPS). "O empregador tentou travestir a situação como legal por conta dos registros na carteira. Porém, a real situação era de condições degradantes de trabalho, principalmente no que diz respeito à segurança e à saúde no trabalho", relatou o procurador Hideraldo Luiz de Souza Machado, do MPT, que acompanhou a operação fiscal. O alojamento era feito de lona e palha, sob chão de terra batida. Quando chovia, poças d´água se acumulavam no meio do barraco. Os empregados dormiam em redes próprias. Não havia instalações sanitárias e nem chuveiros no local. A água para beber, que era turva e tinha forte odor, vinha de uma cacimba improvisada pelos próprios trabalhadores. Os mantimentos eram armazenados em tábuas apoiadas no chão, sem higiene ou cuidado. Não havia cadeiras ou mesas para as refeições: os empregados comiam sentados em troncos, do lado de fora do alojamento. Os trabalhadores estavam na Fazenda Lua Cheia desde agosto do ano passado. Os empregados eram responsáveis pelo "roço de juquira" (limpeza de área rural para a formação de pasto com vistas à atividade de pecuária bovina) e realizavam a atividade sem nenhum equipamento de proteção individual (EPI). O fazendeiro cobrava R$ 20 pelo par de botas de borracha. Além dos resgatados, outros cinco trabalhadores estavam prestes a iniciar o serviço. "Esses trabalhadores não foram libertados porque o trabalho ainda não tinha começado. Mas eles também receberam indenizações por que estavam à disposição do empregador", explica o procurador.
Comentários: ADILSON CORREA SENGÈS PRS - 05/06/2009 - 22h36
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