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06/03/2009 - 14:54 Juiz condena 27 em processos por trabalho escravo no ParáEm iniciativa inédita, o juiz Carlos Henrique Haddad, da Vara Federal de Marabá, julgou 32 processos de trabalho escravo e condenou 27 pessoas. Um único fazendeiro da região foi condenado por dois processos diferentes Por Bianca Pyl De uma só vez, julgamentos em bloco de 32 casos de trabalho escravo resultaram na condenação de 27 réus na Vara Federal de Marabá (PA). Trata-se de uma iniciativa inédita do Poder Judiciário no sentido de agilizar processos dessa natureza em primeira instância. Em 2008, o Pará foi o segundo Estado com maior número de pessoas libertadas no país, com 811 de um total de 5.244, de acordo com a Comissão Pastoral da Terra (CPT). As sentenças foram assinadas pelo juiz federal Carlos Henrique Borlido Haddad e divulgadas nesta quarta-feira (4). No total, 24 réus foram sentenciados pelo crime de redução à condição análoga à de escravo, previsto no Artigo 149 do Código Penal. Em seis processos, três réus foram absolvidos da acusação de trabalho escravo, mas acabaram condenados por outras infrações. "A opção por julgá-los `englobadamente` foi para agilizar os processos e ter uma percepção melhor dos casos, que eram bastantes similares. Assim, não há penas incongruentes", explicou o magistrado à Repórter Brasil. Em entrevista à Repórter Brasil em maio do ano passado, o juiz Carlos Henrique apontou outro motivo substantivo para a aceleração dos processos sobre exploração de mão-de-obra escrava. "Tudo decorre da ênfase dada às fiscalizações pelo Ministério do Trabalho e Emprego nos últimos anos. O trabalho do grupo móvel, traduzido nas ações dos procuradores do Ministério Público do Trabalho, gerou mais processos na Justiça. A fiscalização mais intensa possibilita que haja mais decisões e punições em casos de trabalho escravo". Naquela ocasião, o juiz adiantou que dezenas de decisões referentes ao crime de trabalho escravo iriam ser concluídas nos próximos meses. O juiz mandou remeter uma cópia da sentença, do relatório de fiscalização, da denúncia e da prova oral ao corregedor da Secretaria-Executiva do MTE, Ivando Pinto da Silva, "a fim de apurar a conduta dos servidores que integraram a equipe de fiscalização". Determinou ainda que os mesmos documentos sejam encaminhados à coordenadora nacional do grupo móvel de fiscalização e secretária de Inspeção do Trabalho, Ruth Beatriz Vasconcelos Vilela, "para que tome ciência dos fatos ocorridos nestes autos." O fazendeiro Wilson Ferreira da Rocha foi sentenciado a nove anos, em dois processos diferentes. Um deles foi gerado por uma autuação de 2003, quando foram resgatados 23 trabalhadores que, sob condições degradantes, operavam fornos de carvão, em sua fazenda, no município de Goianésia (PA). Wilson Ferreira Rocha fornecia o produto para a Companhia Siderúrgica do Pará (Cosipar), que, em um acordo com o MPT, pagou R$ 1 milhão de indenização em 2005. Ele figurou na "lista suja" do trabalho escravo de 2004. - Jerônimo Aparecido de Freitas, condenado a 3 anos e 9 meses de prisão.
Comentários: ZEPIRES - 19/03/2009 - 13h39
PEDRO A DIAS - 16/03/2009 - 19h40
GILBERTO TOLEDO GARCIA DE AMEIDA - 11/03/2009 - 20h57
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