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30/10/2008 - 16:15 Ações libertam 40 de fazendas isoladas na fronteira AC/AMVítimas foram aliciadas em cidades de Rondônia e do Acre. Acabaram em alojamentos sofríveis, não tinham água potável e não recebiam salários regularmente. Fiscais demoraram dias para chegar até as três fazendas Por Bianca Pyl Aliciados em outros estados, presos no trabalho por causa do isolamento geográfico, com o salário descontado ilegalmente, alojados precariamente e sem água própria para consumo. Todo esse quadro configurou mais uma libertação de trabalhadores mantidos em situação análoga à de escravos. Desta vez, um grupo de 40 trabalhadores - entre eles dois adolescentes - foi resgatado pela Superintendência Regional do Trabalho e Emprego no Amazonas (SRTE/AM). Eles trabalhavam em três fazendas na Rodovia BR-364, que margeia a divisa entre o estado do Acre e Amazonas.Os fiscais demoraram dias para chegar até o local onde os trabalhadores estavam sendo explorados. Os integrantes da ação fiscal tiveram inclusive que utilizar voadeiras (barcos menores com motores mais leves) no Rio Tarauacá. Uma denúncia da Comissão Pastoral da Terra (CPT) provocou a operação se prolongou de 22 de setembro a 7 de outubro. Impedidos de sair do local pela distância das fazendas em relação à cidade, os empregados estavam nas três propriedades há cerca de quatro meses. Eles foram contratados por "gatos" - aliciadores de mão-de-obra - em Extrema (RO), quase na fronteira com o Acre, e Rio Branco (AC). A primeira fiscalização ocorreu na Fazenda Gauchada, onde foram encontrados os dois adolescentes. Na propriedade de criação de gado bovino, as pessoas estavam alojadas num galpão de madeira próximo à sede da fazenda. "Eles ficavam em uma espécie de estábulo, junto com animais", conta Dermilson Carvalho das Chagas, superintendente do Trabalho e Emprego no Amazonas. A água de uma cacimba (reservatório escavado até o lençol freático, formando uma espécie de lagoa) era utilizada para consumo, para tomar banho, lavar roupas e vasilhas. A comida era preparada com a mesma água. Na Fazenda Mococa e na Fazenda América, os trabalhadores eram mantidos em barracos feitos com lonas e palhas, sobre chão de terra batida. As camas eram improvisadas, cobertas com espumas dos próprios empregados.
Comentários: AMARILDO. - 06/11/2008 - 15h37
CÍCERO GOMES RIBEIRO JUNIOR - 03/11/2008 - 12h13
LUCINDA ROLNIC RODRIGUES - 03/11/2008 - 11h39
ALFREDO PEREIRA - 02/11/2008 - 04h15
ADELAIDE PEREIRA DA SILVA - 01/11/2008 - 11h47
CIDA SCHOENACKER - 01/11/2008 - 10h18
LUIZ MAURO LEBELEM - 31/10/2008 - 07h15
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